25 de maio de 2018

Poesia
chão de terra
barro duro no meu pé
entro no asfalto, me lavo?
ou deixo sua marca onde quiser?


Poesia
chuva fina
molha quem passeia
ou quem corre?
gota gota sobre a carne
da vida que escorre



a mão que me tocou
a sinto distante
passeando sobre minha carne


......

mergulhei no lago
a pressão me impedia de subir
a superfície barrenta
não tinha escora alguma
uma mão surgida no abismo
- sua mão segurou a minha
eu era só esqueleto



.....
temia a dor
vivia ataviada de cuidados
metade de mim dizia CORRA

a outra, resistia bravamente em amor.

11 de dezembro de 2017

dor

EU CHORO TODOS OS DIAS
AS MESMAS AFLIÇÕES
CHORO NAS NOITES DE VENTO
COMO SE NÃO HOUVESSE UM QUE PUDESSE ME CONSOLAR
CHORO NAS MANHÃS CLARAS
ENQUANTO OUÇO OS PÁSSAROS
CHORO INSENSANTEMENTE
ATÉ ENQUANTO DURMO
POR CONTA DOS SONHOS QUE TENHO
E NÃO ADIANTA HOMEM NENHUM PRA ME CONSOLAR
PORQUE SÓ DE PENSAR NISSO EU CHORO
CHORO LÁGRIMA SEM COR
E DE SABOR NENHUM






EU NÃO AGUENTO MAIS ESSE NEGÓCIO DE SENTIMENTO
DE POESIA, DE ENCONTRAR SIGNIFICADO PRA VIDA
A CADA DIA QUE EU ACHO QUE ESTOU ENCONTRANDO
ESCORRE ENTRE MEUS DEDOS A FELICIDADE




SOLIDÃO
É CADA LÁGRIMA QUE CAI SEM TER QUEM A RECOLHA

30 de outubro de 2017





"fico olhando o mistério
o medo some
o mistério recompõe as coisas
dá-lhe naturalidade e mansidão"

quando tiver aflita com a vida, com medo, sentindo as coisas estranhas, vou ficar olhando o mistério.